segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A dor da perda nunca é pacífica!

Olá amigos,

Hoje é segunda-feira e apenas o quinto dia depois de ter perdido o meu último "velho",
Perdi minha mãe. De forma abrupta e triste.
Parecia que vendia saúde, dizia tanta vez que queria viver como uma tia avó, até aos cem anos. Pela calada,  a morte veio sorrateira e levou-lhe o brilho do olhar,

Nunca é pacífico quando um dos que nos deram vida parte. Sofri horrores quando perdi meu pai e já lá vão onze  anos e nunca me recompus. Tinha uma ligação especial com ele.
É tudo menos pacífico. Nada pacífico !!!!
Tudo fica em suspenso, tudo fica contido, por lágrimas que teimam em não sair e a opressão no peito nos faz pensar que nada  valemos.
Tudo é efémero e a vida corre, corre feito cavalo galopante que atravessa como relâmpago o percurso que nos é concedido para viver aqui, onde deveria ser o paraíso mas que os homens transformam em verdadeiros infernos para tantos milhões de seres.
Tantos de vocês que me acompanham há anos e a quem tantas vezes abri o coração, precisei de vos dizer que nem sei como estou, se desfeita se inteira, mas estou  ferida.
Não é pacífico ver os nossos irem embora e deixarem o vazio nas nossas vidas passadas,  que  passam assim,  a ser apenas memórias em brumas  do passado.

A vida é mesmo dura. Perdoem se vos enfado com os meus sentimentos. Não são apenas de perda. Há tanto mais do que perda. Há tanto, tanto por explicar!
Podíamos sempre fazer mais, ter conversado mais, tentado entender mais, tanto fica por entender, tanto por  dizer e até perdoar.
Mas pior do que isso foi o que aconteceu depois da morte dela. A minha vida ficou virada do avesso.
O velório e enterro foram como que um caos que caiu dentro de mim !!
Talvez outro dia escreva sobre isso.
Nada está em paz em mim. Porque eu precisava ter entendido tanta coisa porque passei e agora não há mais ninguém para esclarecer e poder fazer sarar as feridas.

Gena Resende

https://youtu.be/Q4oInT79CUk








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