sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sugestões e sensações por imagens

Adoro o belo, seja da natureza, livros, pintura, pessoas, arte, qualquer que seja a sua vertente.
Adoro fotografia, já vos tinha dito isso e tenho vindo a firmar uma intenção de aprender a fazê-lo a sério.
Quando vejo algumas fotografias ou imagens em revistas ou na internet, fico deliciada. Uma fotografia, ou uma imagem nunca transmite apenas  uma mensagem, ela é interpretada, por cada um de nós, de forma diferente. Tal e qual como quando assistimos a um filme ou vamos ao teatro. Há pessoas que não sabem alemão ou italiano mas que ao assistirem a uma ópera, são capazes de a perceber toda e chorar ou rir, porque através da música há uma linguagem universal. É como com as imagens.

Vejam como uma imagem pode  ser tão sugestiva.


Esta imagem vale mil palavras e no entanto já devem ter percebido que gosto de escrever. Tal como gosto de falar apesar de passar muito tempo só, mas falo muito ao telefone com as pessoas com quem me relaciono, com amigos e escrevo, também falo com as minha plantas e com os meus animais. Tenho um monte de vizinhos e vizinhas os chamados amigos do passeio do cão, com quem falo muito, há sempre histórias para contar, com cão dentro. E claro, nem sempre estou só, não vivo só, vivo num casa com gente dentro, mas digo falar, noutro sentido, para conhecer quem está na nossa frente, quem é a pessoa com quem falamos e esse falar pode nem ser verbal, pode ser virtual. E aí a nossa imaginação voa, dispara, e cria mil e uma hipóteses, mil e uma possibilidades. Tal como as imagens, elas transmitem muitas possibilidades. Basta ter imaginação.
Por vezes estou a ler algo super interessante e leio alto, para que os meus bichanos também possam ouvir e perceber que o que estou a ler, é belo.
Também isso de passar muito tempo em casa vai mudar, com a ajuda de alguém muito especial, verti a minha alma e ela hoje está serena, leve, livre como um pássaro, embora a liberdade destes seja breve. Fiz terapia escrita. Lavei alma e coração. Claro que isto nada tem a ver com as imagens que mostro, ou terá?

As imagens sugerem-nos os sonhos que temos e queremos realizar, as nossas vivências, o que sentimos quando assistimos a este ou aquele espectáculo. E ficam-nos para sempre registadas na mente.
Esta imagem acima,  sugere-me tanta coisa, paz, tranquilidade, tardes passadas a ler no aconchego de uma cama de rede, sem esquecer uma mantinha para aquecer os pés...num ambiente de tranquilidade, de felicidade, de ternura.  É deste tipo de tranquilidade que estou a precisar. É isto que quero para mim.

Não sei se conhecem esta imagem, é do filme, "Comer, Orar, Amar" com a Julia Roberts.
Uma casa antiga em Itália, onde a protagonista vai reaprender a viver, a tirar as suas dúvidas, a cortar laços com o passado, vai ganhar gosto pela comida e tirar prazer disso, é lá que ela se começa a encontrar e neste ambiente muito bonito, bem característicos das casas italianas tradicionais.
Adoro casas antigas, com janelas que vão quase do chão ao tecto, por onde a luz entra, muitas vezes de forma indirecta. A luz indirecta é mais bonita porque é difusa e nós não vemos com precisão os contornos das coisas, e assim podemos idealizar um pouco.
Nós por vezes também precisamos sair do nosso habitat, do local onde moramos para ver se sentimos falta dele, para nos refugiarmos e saber se é lá ou noutro local que está a tranquilidade que tanto precisamos, se através dessa mudança podemos ou não criar as nossa opções de mudança para encontrar a felicidade, a tranquilidade. Tal como fez Liz Gilbert (Julia Roberts) no filme. Ela precisa mudar por várias vezes, para se encontrar. O filme é baseado no romance homónimo, também de Elizabeth Gilbert, já que é uma experiência vivida pela autora. O filme é bom e deixa uma mensagem  forte de que nunca é tarde para nos encontrarmos e de encontrar o amor, de ganhar confiança em nós póprios, mesmo causando dor a alguém. Mas o livro é melhor.


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